Incidente com ATR da TAP Express

Fotos de Renato Serra Fonseca

Ontem um avião da TAP Express, um ATR72-600 com a matrícula CS-DJF que estava a realizar o voo TP1971 entre a cidade do Porto e Lisboa, sofreu um incidente ao aterrar em Lisboa.

A bordo do avião operado pela White Airways seguiam 20 passageiros e quatro membros da tripulação, que não sofreram quaisquer ferimentos e num comunicado distribuído pela companhia, a mesma referiu: “Os 20 passageiros a bordo, tal como os tripulantes,  já saíram do avião e seguiram normalmente para os seus destinos”

Segundo as informações disponíveis, o avião terá danificado o trem de dianteiro, após o rebentamento de um pneu ao tocar na pista de aterragem. Durante o processo de travagem terá ainda afectado o trem central do lado esquerdo que ficou também danificado.

O incidente com o ATR 72-600 da TAP Express obrigou ao encerramento temporário dos movimentos no Aeroporto Humberto Delgado a partir das 22h35, pelo facto do avião ter ficado imobilizado na pista.

Durante esse período vários aviões foram desviados para os aeroportos do Porto e de Faro.

Num comunicado da ANA (gestora aeroportuária) em que confirma o incidente, a entidade refere: “foram accionados de imediato todos os meios internos e externos para actuação em caso de emergência”. No mesmo comunicado a ANA refere que o aeroporto esteve encerrado ao tráfego aéreo até as 0h15m, hora a que a pista secundária (17/35) foi reaberta para operações de descolagem e depois de aterragem.

Durante o dia de ontem mais dois aviões da TAP tiveram alguns problemas:

O voo TP 1553 da TAP PORTUGAL entre Lisboa e a Ilha de São Vicente efectuado pelo A320 CS-TQD foi cancelado devido a uma fuga de óleo num dos motores!
O voo foi reprogramado TP 1554, para o A319 CS-TTR, que tinha chegado momentos antes do Funchal.
Alguns passageiros foram acomodados num hotel até existir outro voo disponível devido à alteração de equipamento de A320 para A319!

Um outro avião, um A330 CS-TON da companhia que estava a realizar o voo TP82A entre o Aeroporto de Guarulhos e o Aeroporto de Lisboa, teve de regressar ao aeroporto de origem.
O A330 esteve cerca de 1:05 a fazer fuel dump (libertação controlada de combustível) para aterrar com o peso recomendado

Numa altura em que se discute o impacto do trafego de drones com gopros na segurança aérea, é curioso constatar que mesmo sem eles ainda ocorrem com alguma frequência problemas técnicos nos aviões.

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